01 AP, 53 anos, 65 kg, masculino, foi admitido no ambulatório de oncologia, apresentando lesão fixa, endurecida, aderida a planos profundos, com áreas de ulcerações e necrose, proporcionando-lhe quadro de dor local importante, com irradiação para membro superior direito e sinais de comprometimento do plexo braquial homolateral. Já fazia uso de medicação analgésica morfina (agonista pleno de receptor Mi), 30 mg de 8/8h, há dois meses. Devido ao uso prolongado de morfina, o paciente iniciou acompanhamento psiquiátrico, quando foi diagnosticada a dependência à morfina, sendo proposta a redução gradativa da droga, sem sucesso. A buprenorfina foi o fármaco de escolha para o tratamento com intuito de fazer a retirada da dependência do opioide, um agonista parcial que apresenta atividade intrínseca fraca sobre os receptores Mi. Sabendo das características de cada um dos fármacos citados acima, assinale a alternativa que justifica de forma correta qual deles tem maior eficácia terapêutica.Ampliar imagem Imagem original da avaliação A Morfina, por ser um agonista pleno, apresentar atividade intrínseca máxima (alfa = 1) e gerar 100% da atividade analgésica. B Buprenorfina, por ser antagonista, não apresentar atividade intrínseca (alfa = 0) e gerar 50% da atividade analgésica. C Buprenorfina, por ser um agonista parcial, apresentar atividade intrínseca intermediária (0<alfa<1) e gerar 50% da atividade analgésica. D Morfina, por ser um agonista inverso, apresentar atividade intrínseca intermediária (0<alfa<1) e gerar 100% da atividade analgésica.
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
02 Mulher, 32 anos, em uso regular de contraceptivo oral combinado, procurou atendimento médico com sintomas de infecção respiratória para o que foi prescrita amoxicilina por via oral durante 10 dias. Cerca de seis semanas após o término da antibioticoterapia, descobriu que estava grávida, apesar de manter o uso correto do anticoncepcional. Sabendo que a amoxicilina altera a microbiota intestinal, pode-se afirmar que a interação entre o antibiótico e o contraceptivo oral hormonal:A induziu as enzimas hepáticas que metabolizam o hormônio, reduzindo a sua biodisponibilidade e eficácia resultando na falha contraceptiva. B interferiu na circulação entero-hepática do hormônio, reduzindo a sua reabsorção, diminuindo sua eficácia e resultando na falha contraceptiva. C competiu com hormônio pela albumina plasmática, reduzindo a sua fração livre, diminuindo sua eficácia e resultando na falha contraceptiva. D aumentou a excreção renal do hormônio, reduzindo a sua reabsorção, diminuindo sua eficácia e resultando na falha contraceptiva.
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
03 Paciente de 55 anos, portador de HIV desde os 35 anos em uso de terapia antirretroviral. Sua história pregressa inclui depressão desde os 20 anos e atualmente em tratamento com antidepressivo amitriptilina. Seu esquema terapêutico antirretroviral foi recentemente modificado introduzindo-se um inibidor de protease. Após algumas semanas, o paciente procura atendimento com queixa de confusão mental e arritmia que foi atribuída a um efeito tóxico do antidepressivo. Sabendo que o inibidor de protease inibe a atividade da enzima hepática CYP2D6, responsável pela biotransformação da amitriptilina. Assim, é possível concluir que:A a biotransformação da amitriptilina foi diminuída, o que levou ao aumento da ionização da amitriptilina, justificando os sinais de toxicidade. B a biotransformação da amitriptilina foi diminuída, o que levou ao aumento da ligação da amitriptilina a albumina, justificando os sinais de toxicidade. C a biotransformação da amitriptilina foi aumentada, o que levou ao aumento da concentração plasmática da amitriptilina, justificando os sinais de toxicidade. D a biotransformação da amitriptilina foi diminuída, o que levou ao aumento da concentração plasmática da amitriptilina, justificando os sinais de toxicidade.
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
04 Masculino, 32 anos, história pregressa de inúmeras internações por adicção. É levado por seus familiares ao PA apresentando grave bradipneia (redução da frequência respiratória), mucosas cianóticas, baixa saturação de oxigênio e perda da consciência. Sua esposa relata que o paciente foi encontrado no banheiro de sua residência já desacordado, ao seu lado tinha uma seringa e uma ampola de morfina (fármaco opióide). Imediatamente foi administrado por via intravenosa a naloxona, um fármaco antagonista do receptor Mi, que reverte os efeitos da morfina. Analise o gráfico a seguir e assinale a alternativa que classifica de forma correta a naloxona.Ampliar imagem Imagem original da avaliação A Antagonista competitivo reversível B Antagonista inverso C Antagonista irreversível D Antagonista não competitivo
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
05 Paciente feminina, 42 anos, foi admitida no setor da emergência referindo dor torácica com uma hora de evolução em região retroesternal com piora progressiva aos esforços e associada a cansaço. A paciente relata que a dor tem irradiação para o pescoço e braço esquerdos e é acompanhada de parestesia (formigamento). Após exame físico e realização de ECG o diagnóstico foi de infarto agudo do miocárdio (IAM). Imediatamente foi iniciada a terapia com nitratos (via sublingual), betabloqueadores (via oral) e sulfato de morfina (via intravenosa). Considerando a via de administração dos fármacos, assinale a alternativa que indica a ordem de início de ação dos fármacos, do mais rápido para o mais lento.A nitrato, morfina, betabloqueador B morfina, betabloqueador, nitrato C morfina, nitrato, betabloqueador D nitrato, betabloqueador, morfina
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
06 Paciente do sexo masculino, de 10 anos de idade, cuja genitora referia que, desde os dois anos de idade, apresentava pápulas puntiformes pruriginosas e pústulas disseminadas pelo corpo, inclusive na genitália, poupando mucosas. As pústulas tendiam à confluência formando lagos de pus sobre base eritematosa. Febre e adinamia acompanhavam o quadro. A melhora parcial e temporária era obtida com uso de antibiótico e corticosteróide sistêmico. A forma farmacêutica escolhida para os dois medicamentos foram suspensão para o antibiótico e elixir para o corticoide. O médico fez algumas orientações quanto ao cuidado e armazenamento desses medicamentos, pois existem algumas desvantagens relacionadas às formas farmacêuticas escolhidas. Assinale abaixo as desvantagens.A Absorção variável, induzem náuseas, vômitos e diarréia e sofrem efeito de primeira passagem. B Dificuldade de acondicionamento e transporte, menor estabilidade físico-química e microbiológica e variação na dose final. C Interação com alimentos, fatores físico-químicos (grau de ionização, solubilidade) e inativação por enzimas digestivas. D Menor absorção comparados às soluções, podem provocar irritação na mucosa gástrica e favorece a formação de complexos com os alimentos.
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
07 Masculino, 50 anos, diagnosticado com câncer de pulmão não pequena células, iniciou quimioterapia com paclitaxel. Após o início da quimioterapia, apresentou toxicidade neurológica com parestesia (formigamento), fraqueza de extremidades e mialgias. Exames laboratoriais revelaram neutropenia e hipoalbuminemia. Com base na descrição clínica, é correto afirmar que o principal fator que levou ao aumento da toxicidade do paclitaxel foi:A o aumento da eliminação do paclitaxel pelos rins. B a diminuição da ligação do paclitaxel a proteínas plasmáticas. C o aumento da ligação do paclitaxel a proteínas plasmáticas. D a diminuição da eliminação do paclitaxel pelos rins.
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
08 Paciente feminina, de 48 anos, com diagnóstico prévio de doença de Crohn há 10 anos e hipertensão arterial sistêmica há 8 anos em uso de propranolol. Apresenta exacerbação dos sintomas intestinais, incluindo diarreia crônica e dor abdominal, relata também crises frequentes de cefaleia desde que os sintomas intestinais iniciaram. No exame físico: FC: 110 bpm e PA: 135 x 90 mmHg. Após administração de anti-hipertensivo por via intravenosa com estabilização dos níveis pressóricos da paciente. Foram realizados exames de imagem que revelaram que a paciente apresentava focos inflamatórios em duodeno, íleo e cólon sigmóide. É possível afirmar que o controle da hipertensão com o propranolol não foi alcançado inicialmente porque ocorreu:A redução da ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, comprometendo o transporte dos fármacos e em consequência menor absorção do propranolol. B aumento da eliminação renal do fármaco, comprometendo a reabsorção do propranolol, reduzindo sua biodisponibilidade e consequentemente sua eficácia. C comprometimento da biotransformação hepática, reduzindo a ligação do propranolol a proteínas plasmáticas e aumentando sua eliminação. D aumento da motilidade gastrointestinal, comprometendo a absorção do propranolol, reduzindo o tempo de contato do fármaco com a mucosa intestinal.
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
09 Paciente com dor abdominal e diarreia devido à uma intoxicação alimentar vai ao pronto-atendimento (PA) com queixa de mal estar. Ao chegar no PA, encontra a recepção com um volume grande de pessoas e pensa em desistir de se consultar mas, seu acompanhante insiste para ficar, pois no PA os medicamentos são administrados via intravenoso (via parenteral) e o paciente teria mais vantagens ao invés de fazer o uso dos medicamentos em casa por via oral (via enteral). Assinale a alternativa que descreve as vantagens sugeridas pelo acompanhante do paciente.A Fácil administração, segurança e superfície grande de absorção B Início rápido, absorção previsível e evita efeito de primeira passagem C Evita efeito de primeira passagem, segurança e fácil administração D Comodidade, fácil reversão e indolor
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
10 Paciente de 45 anos, faz uso contínuo do anticonvulsivante fenitoína (ácido fraco). Em consulta médica relata que percebeu uma redução na eficácia do anticonvulsivante fenitoína, previamente controlada. Ainda, queixa-se que há aproximadamente 1 mês iniciaram episódios de refluxo gastroesofágico e que por esse motivo começou, por conta própria, a utilizar antiácido frequentemente. Foi solicitado exame para dosagem da fenitoína no sangue, que indicaram níveis plasmáticos subterapêuticos da medicação. Sabendo que o antiácido eleva o pH gástrico, é possível afirmar que o antiácido:A interferiu na ligação da da fenitoína a proteínas plasmáticas, aumentando a fração livre do anticonvulsivante, o que leva a diminuição da biodisponibilidade do fármaco, sendo necessária a interrupção do uso do antiácido. B interferiu na absorção da fenitoína, aumentando a fração ionizada do anticonvulsivante, o que leva a diminuição da lipossolubilidade do fármaco, sendo necessária a interrupção do uso do antiácido. C interferiu na absorção da fenitoína, diminuindo a fração ionizada do anticonvulsivante, o que leva a diminuição da lipossolubilidade do fármaco, sendo necessária a interrupção do uso do antiácido. D interferiu na ligação da fenitoína a proteínas plasmáticas, diminuindo a fração livre do anticonvulsivante, o que leva a diminuição da biodisponibilidade do fármaco, sendo necessária a interrupção do uso do antiácido.
Ao clicar em uma alternativa, a correção aparece imediatamente.
11 Pode-se afirmar que o uso concomitante dos medicamentos justifica a permanência dos níveis pressóricos elevados? Justifique sua resposta.Contexto original CASO 1. Paciente de 52 anos foi diagnosticado com hipertensão arterial e iniciou o uso de propranolol (40 mg) por via oral. No entanto, após semanas de tratamento ele retorna ao consultório médico relatando que seus níveis de pressão arterial continuam elevados. Ainda, em conversa com o médico, menciona que sofre de constipação crônica e faz uso regular de laxantes.
Sua resposta Conferir resposta
Responda com suas palavras. Depois compare com a referência e avalie se contemplou todos os pontos pedidos. 12 Justifique os sintomas de toxicidade da fenitoína apresentados pelo paciente.Contexto original CASO 2. Um paciente de 55 anos, com histórico de artrite reumatoide, faz uso regular de diclofenaco, um anti-inflamatório com alta afinidade por proteína plasmática, para controle da dor e inflamação. Após desenvolver epilepsia, ele começa a tomar fenitoína, um anticonvulsivante com ligação moderada a proteína plasmática. Após uma semana, o paciente apresenta sintomas de toxicidade da fenitoína, como vertigem e visão turva.
Sua resposta Conferir resposta
Responda com suas palavras. Depois compare com a referência e avalie se contemplou todos os pontos pedidos. 13 Explique o que poderá acontecer nessa interação medicamentosa.Contexto original CASO 3. Uma mulher de 41 anos, submetida a transplante de válvula cardíaca para tratamento de valvulopatia, faz uso diário de 5 mg de Varfarina para profilaxia de eventos tromboembólicos. Recentemente, foi diagnosticada com tuberculose pulmonar e está programada para iniciar tratamento com Rifampicina - potente indutor de enzimas do citocromo P450, especialmente a isoenzima CYP2C9, responsável pelo metabolismo da Varfarina.
Sua resposta Conferir resposta
Responda com suas palavras. Depois compare com a referência e avalie se contemplou todos os pontos pedidos. 14 Sabendo que a ação desses fármacos proporciona um aumento da concentração de acetilcolina na fenda para potencializar seu efeito nos receptores nicotínicos, como podemos classificar farmacodinamicamente a ação desses fármacos? Justifique.Contexto original CASO 4. S.S.S, sexo feminino, 32 anos. Paciente relata que há cerca de dois meses notou ‘visão borrada’ com piora à noite e ao fazer leituras prolongadas, com melhora ao acordar. Marido refere que, durante o mesmo período, percebeu que as pálpebras da paciente estavam ficando mais baixas. Este caso foi diagnosticado como miastenia gravis, uma doença autoimune da junção neuromuscular na qual ocorre a produção de anticorpos que atuam contra os receptores nicotínicos da acetilcolina, localizados na membrana pós-sináptica da placa motora. Para o tratamento de miastenia gravis é indicado o uso de fármacos inibidores da acetilcolinesterase, enzima que degrada a acetilcolina na fenda, como por exemplo a piridostigmina e neostigmina.
Ampliar imagem Imagem original da avaliação Sua resposta Conferir resposta
Responda com suas palavras. Depois compare com a referência e avalie se contemplou todos os pontos pedidos.